Almira Reuter

Almira Reuter

“Desde a minha infância, sou encantada com as formas e as cores.”

No lugar onde morava, não tinha luz nas ruas, e as casas eram iluminadas com lampiões. Nós tínhamos um bar, por isso tínhamos o privilégio de ter um motor.

       “As borboletas invadiam toda a parede da casa por causa da luz.”

         “Aos 5 anos, ficava encantada com as cores das borboletas, que pareciam bordados.”

Acredito, que elas me traziam as cores, para eu escrever minhas histórias, com meus pincéis e telas e sedas, e meus bordados e tramas, hoje no auge dos meus bem vividos 75 anos. Ao usar as linhas, que me fazem voar como as borboletas, que muitas vezes procuravam o vazio iluminado para pousar.

No caminho da vida, as tramas são necessárias para vivermos o dia a dia.  Procuro entrelaçar minha imaginação, para bordar o “MUNDO” encantado da minha infância, onde tudo eram cores e formas que exalavam o perfume das flores, nas cantoneiras das janelas da minha casa amarela.

Hoje chamo o meu bordado de “TRAMAS”, onde não corto as linhas que sobram, simplesmente para dar continuidade aos contos e as lembranças das minhas histórias.

                                                                                                      Almira Reuter

          AyReuter, assinatura artística de Almira Reuter de Miranda, é uma pintora expressionista, mais conhecida por Almira Reuter. Destaca-se como uma das pintoras mais premiadas do Estado do Mato Grosso, é Mineira de Nanuque, foi criada entre a Bahia e Minas Gerais. Autodidata, nunca frequentou academia, tampouco estudou técnicas de pintura. Nos anos 60, mudou-se para Cárceres (MT), depois seguiu para Cuiabá (MT), onde foi reconhecida por apreciadores e críticos de arte de renome como Aline Figueredo, João Spineli e José Serafim Betoloto. Em 1989- 21ºFestival de Inverno, Belo Horizonte e- MG. No ano 2000 realizou uma exposição individual intitulada “Reminiscências de Cuyabá”, um destaque que ganhou uma tiragem 15 mil cartões telefônicos com as telas da exposição. Foi citada como referência na obra “Incomum” de Jacob Klintowitz. Realizou exposições no Brasil e exterior, expôs no Itaú Galeria, em Goiania (GO), em Londres, e participou da Art Expo New York na Ava Galleria, destacou-se em salões como Jovem Arte 2021 e AMERICAN ART AWARDS 2021. Ganhou inúmeros prêmios entre eles um prêmio da FUNARTE intitulado “Obras Primas” que contemplou uma exposição na FUNARTE em Brasilia, 2016 Exposição na Galeria Contemporânea Roberto Tiballdi Roma Itália, 2017 participou do Evento da Paz Mundial Roma Itália, Exposição individual em Egito Cairo. É pioneira na pintura sobre acetato, uma técnica muito complicada que reluz as pinceladas expressionistas da artista. É como se fosse uma aquarela sobre o tecido. A artista já experimentou diversas técnicas e materiais como saco de estopa, seda, chitão, filó, barbante, aço, papel, metal, barro, tecido, também fez escultura, instalação e criou bonecos de pano dentre outros elementos que ganham vida e forma nas em suas mãos criativas e fiel aos sentimentos da artista. Almira busca se reinventar a cada dia sem perder sua caligrafia, já trabalhou temáticas como drogas, política e corrupção. Atualmente mora em Salvador, Bahia onde se inovou com pinturas digitais e iniciou uma nova fase com seus bordados.

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Artes